terça-feira, 19 de abril de 2011

"Tudo muda o tempo todo no mundo"

Ô amores, que saudade!

Estou tomada de paz interior e venho trazer um pouco de poesia para vocês.
Não a poesia trivial, com seus versos rimados e palavras de amor. Venho "poetizar" o cotidiano, porque não?!

Decidi tornar minha viagem diária de ida e volta ao trabalho menos cansativa e massante com a decisão de não reclamar TÃO mais por isso.

Estou tentando. As minhas mudanças de humos pelas características geminianas nem sempre me permitem seguir essa linha, mas, estou tentando.

Eu passo mais de 4 horas por dia em trânsito de casa para o trabalho e vice versa. Parei, fiz as contas e pensei: Não. Não posso ficar tantas horas do dia reclamando se já passo as outras trabalhando. Vou viver, vou sorrir, vou reparar nas pessoas no caminho, porque não?

Não serei hipócrita em dizer que não me incomoda ter que fazer quatro baldiações do trem todos os dias e depois ter que pegar um ônibus cheio e antes do conforto do lar, ter que correr pra chegar em casa com medo do que o escuro da rua pode trazer. Mas vou fazer o que? Não escolher? Agora aguenta.

Eu já estou achando engraçado, juro! As vezes eu rio sozinha pensando nisso. É melhor assim.

Daqui a pouco muda.

As vezes sinto mais falta do Rio do que o comum. Nos dias gostosos principalmente. Dá vontade de sentar e tomar umas cervejas acompanhadas de boas risadas dos amigos.

As vezes me dá vontade de pegar um taxi que me deixe na porta de casa. Só pelo prazer do conforto.

Muitas vezes me dá vontade de largar tudo e voltar pro colo de mãe.

Li ontem: "Discreto, o processo intensivo de transformação que o viver é nos prova que nada é fixo. E que "Tudo muda o tempo todo no mundo". Só de saber que isso é verdade já é matéria de poesia no meu coração"

Preciso dizer mais?

Ah!!! Preciso! Amanhã é o último dia da semana. Delícia de viver!

Amo vcs

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Para registrar o que sinto

Escrevi esse texto a dois dias, no sábado. Como não tenho internet em casa salvei no pen drive e vou postar, mesmo atrasado, para não perder o registro.

Com vocês, relato de um sábado a tarde.


Hoje é sábado, dia 19 de fevereiro de 2011. Estou em casa, mais uma nova casa. Dessa vez, em São Paulo.
Desde que me descobri uma boa comunicadora criei em mim um desejo grande de vim pra cá e fazer uma carreira de sucesso. Me imaginava aquelas mulheres de sucesso, com seus cabelos impecáveis e saltos incríveis, num belo carro para a volta para casa e muitas milhas de passagens aéreas dos finais de semana que, certamente, eu passaria no meu Rio de Janeiro.

Eu me lembro bem de estar na Paulista, sentada num banco próximo ao metrô da Consolação alguns anos atrás pensando nisso. Era julho ou agosto, não me lembro bem, mas estava muito frio.
Fui a uma galeria e vi alguns quadros, pura falta do que fazer, mas adorei o glamour da terra da garoa. Dali fui a uma festa incrível de uma grande gráfica que atende o mercado de eventos no Brasil inteiro. A festa só tinha gente bonita, os feios estavam bem vestidos ou acompanhados de gente bonita. Tinham pessoas falando inglês, o estacionamento estava cheio de manobristas e as pessoas trocavam seus cartões de visitas. Até ali, eu nunca tinha tido um desses e sempre achei que isso me classificaria como uma pessoa importante e, sinceramente, ainda acho que impõe respeito.
No dia seguinte acordei com uma ressaca daquelas, peguei o carro e tomei a estrada de volta ao Rio. Foi ali que eu decidi que, em breve, eu voltaria àquela cidade e, dessa vez, de mala e cuia.

Até voltei algumas vezes antes de hoje, quando escrevo para vocês “de mala e cuia” no quarto ao lado, mas voltei para me divertir ou a trabalho e em todas elas, tinha o mesmo sentimento de que aqui seria um bom lugar para viver.

Pois bem, depois do dia de frio no banco na Paulista, passaram-se quatro anos até aqui. Nesse meio tempo, morei no Riachuelo. Eu odiava morar naquele bairro, mas era tão feliz lá que, por muitas vezes, nem me lembrava do que tinha em volta. Passei uma temporada na Austrália. Eu odiava minha vida lá, mas era tão agradecida a Deus e ao meu pai por ter me dado essa oportunidade que, o choro de todas as noites e os sonhos desfeitos não me impediram de ter a sensação de que valeu à pena. Na volta da Austrália fui trabalhar na Cufa. Para quem não sabe, é a Central Única das Favelas. Achei que tinha sido um presente de Deus, porque enquanto estava na Tailândia, agradecendo a Deus o tempo todo por aqueles dias incríveis que passei com a minha mãe, prometi que quando voltasse ao Brasil, voltaria a fazer meu trabalho social. Acreditei que trabalhar na Cufa me traria um retorno emocional que não tinha preço pela causa que eu acreditava que a Cufa lutava mas, quando cheguei lá, vi que não era nada disso. Ainda sim, me mantive lá por quase 2 anos. Eu odiava a cabeça maluca do cara mais incrível que eu conheci até hoje, Celso Athayde, mas mesmo assim, era feliz ali. Por vezes, trabalhava por mais de 12 hs e não ganhava nem um real a mais por isso, mas era recompensada quando via 30, 50 mil pessoas se divertindo ao som de algum artista num show que me tirou essas noites de sono. Pois bem, em novembro do ano passado passei por cima de um dos valores ensinados pelos meus pais e fiz uma escolha que me fez sair da Cufa. Confesso que não agüentava mais, porém, isso me deixou bem fraca.
Foi quando achei que era um momento oportuno de arrumar as tais malas e partir para São Paulo. O fiz e cá estou eu.
Ainda não consegui saber se está certo ou errado, o fato é que estou com a cara e a coragem tentando, mais uma vez, encontrar meu rumo.
Eu moro num lugar que eu nunca moraria se tivesse escolhido com mais calma. Uma tal de Cidade Tiradentes que eu assisti no “Profissão Repórter” um mês antes de vim pra cá, que era um péssimo lugar para se viver.
Eu odeio esse bairro, odeio as mentiras que me fizeram parar aqui e odeio mais ainda a sensação de estar sendo enrolada o tempo todo, mas isso não cabe dizer aqui.

Está um dia lindo de sol lá fora e eu só penso na praia do Peró e na piscina da casa dos meus pais. Penso que era um bom dia para um churrasco com os meus amigos cariocas e uma cerveja gelada no Redondo, mas, já que isso não é possível agora, prefiro pensar que não precisamos dessas cervejas para estarmos ligados. Sei que eles estarão lá quando eu precisar e eles sabem que eu estarei aqui se for o contrário. Sendo assim, ao terminar esse texto, vou tomar um banho e ir ao shopping assistir um filme. Ok, sei que isso é programa de paulista, mas é o que tem pra hoje.

Apesar dessa raiva por morar aqui, acredito que posso conseguir o que eu estou procurando. Posso me realizar profissionalmente e andar com meu salto Datelli na Paulista em direção ao meu New Beattle, pq não né? rs. Agora quero fazer o que nunca fui de fazer, ir até o final. Esse é o meu momento, estou ficando velha (ruim pensar nisso mas é verdade), não tenho mais tempo para perder e esse é o meu desejo.

Quis registrar isso nesse desabafo para mim e meus leitores, afim de não esquecer o que eu vim fazer aqui. Voltar a estudar e crescer pessoalmente e profissionalmente.

Desejo sorte pra mim, para as pessoas que me desejam o bem e o mal e para o Filipe, que me acompanha nessa jornada e tem aturado meus choros de medo, saudade e raiva da distância onde moro, todas as noites.

Como diz meu grande amigo do blues Ricardo Rimoli, inspirado no meu grande conselheiro Saint-Exupéry, “Para o alto e avante”!

Um beijo para vocês e um bom final de semana para nós,

Luka_Lua, às 16h10 de um sábado em São Paulo.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

oi gente

resolvi vim aqui... não consigo dormir mesmo.
são 00:23 e tenho q acordar cedo amanhã mas mesmo assim, ca estou eu.

não durmo bem a dias e a noite passada ajudou a me tirar o sono da noite de hj.

não importa o q aconteça, eu continuo sendo teimosa, batendo cabeça e tentando fazer milagre para q de certo aquilo no q eu acredito. ruim pensar q nem sempre dá.

estou triste, tristinha... odeio me decepcionar com gente.

mas, vida que segue.

Beijossssssssssss

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Dia do amigo


Mais um ano de Dia do amigo ao lado dos melhores amigos do planeta terra.

Amo tanto...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Minha cachaça...


só amando muito mesmo!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Valeu mundo!!!!



Estou entre milhões de projetos que preciso entregar.
Não paro de escrever, de pensar em novas idéias, de pensar em nomes, locais, cores, logomarcas... mas em meio a isso tudo, preciso usar meu cantinho para registros de um coração que dá pulinhos de felicidade e que ri por qualquer coisa.

Estou feliz comigo mesma. É claro que além do espelho, outras imagens me fazem sorrir, mas, isso não importa. Importa o ineditismo da fase da qual estou falando. O inferno astral não chegou para mim esse ano. Meu aniversário está chegando com um presente que eu sempre sonhei para minha vida. Um presente que vem com dor de cabeça, que vem com mais gastos, com bem mais trabalho e responsabilidade. Mas que será só meu. E eu vou poder chegar do trabalho e curtir meu silêncio ou meu barulho, escolher o que é certo ou errado.

Também estou feliz por ter ao meu lado um sorriso acolhedor, que tem me trazido uma paz de espírito boa de sentir, que me rejuvenece, que tem me trazido uma serenidade boa que faz bem para tudo. E tem sido tão gostoso receber tanto carinho...

Enfim, gente, queria contar do final de semana mas... vou deixar pra depois. Hoje, precisava dizer obrigada ao mundo!

beijokas bem gostosas para vocês,

Luka

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Relato de Praga

Já estou no Brasil, mas, por conta da falta de internet lá, acabei pulando o relato de alguns dias, que conto agora.

Fomos a Praga, na República Tcheca. Que lugar lindo! Tem história para todos os lados e fomos a lugares com umas construções incríveis.

O legal da cidade é que, ao mesmo tempo em que os prédios se mantêm com o design original, a cidade também tem cara de moderna e os dois tempos se misturam muito bem em uma rua principal, enfrente ao Museu. Nessa rua tem ótimas lojas. Todos os grandes nomes. É uma tentação porque as coisas são realmente baratas. Fizemos uma pequena extravagância na Nike e comprei um tênis incrivelmente colorido, que o Ricardo odiou! Hehehehe

Ficamos dois dias em Praga. No primeiro, fomos a um castelo incrível e lembrei muito do meu pai ao conhecer a primeira igreja construída ali, a de São Jorge. Enviei muita energia para ele, que estava no Brasil, nesse momento. Queria agradecer por ele sempre fazer a nossa ponte com Jorge, que tem me trazido tantas coisas boas.

Fizemos um passeio de barco que foi numa delícia e bebemos mais cerveja. Dessa vez, a tradicional da Republica Tcheca. Uma delícia! E ganhamos mais um copo.

Andamos mais um pouco, compramos alguns poucos presentes e depois fomos catar nosso hotel. Longe pra caramba e estava muito frio, mas, tranqüilo. Só foi o tempo de tomar um bainho e voltar ao centro para jantar.

Fomos a um restaurante italiano delicioso. A essas alturas, eu já não agüentava mais comer besteiras. Comemos uma massa deliciosa ao som de voz e violão animadíssimos de um cantor solo, cantando canções italianas. Foi mais uma extravagância, mas, foi um jantar delicioso!

Nossa noite acabou aqui, depois de tentar curtir uma noite de Praga, sem sucesso já que era domingo.

O dia seguinte foi de bater mais um pouco de perna. Encontramos uma estação de trem de nome Luka e fomos até lá só para eu bater uma foto. Hehehe

Também fomos num prédio torto não muito interessante e então, no centro. Quando foi o momento Nike. Dali, partimos para o ponto do ônibus que nos levaria de volta a Alemanha. Chegamos com mais de 1 hora de antecedência e pedimos cerveja, claro.

Pois bem, na Nike, eu tinha comprado uma sandália dourada que tmb tinha na versão branca, que o Ric gostou mais. Mas, levei a dourada. Quando estávamos na espera do ônibus ele começou a me colocar uma super pilha, que eu tinha que ter comprado a branca, que a branca era bem mais bonita, que nunca vai chegar no Brasil, que isso e aquilo outro. Enfim... Resolvemos que, em 30 minutos, dava tempo de pegar o trem, correr na loja e trocar a sandália.

Lá fui eu, enquanto Ricardo tinha a missão de segurar o nosso ônibus.

Corri para a estação, peguei o trem, corri até a loja pela rua enfrente ao Museu, troquei a sandália, corri de volta para o trem, corri até o ponto do ônibus e... era tarde. Ele tinha partido a um minuto. Minuto crucial nas nossas vidas, já que era o último para a Alemanha. Conclusão, morremos num taxi de volta que nos levou 200 euros. Nosso rico dinheirinho que estávamos guardando para a Euro Disney. Mas essa parte, eu conto amanhã!

Esse post, por enquanto, vai ficar sem fotos porque estão todas no computador do Ricardo. Assim que eu conseguir, eu ilustro com fotos da linda Praga!

Beijo grande para vocês e até loguinho.

Luka